Sexta-feira, Julho 22
A maior angústia do mundo é saber que não vivemos sem condições. O que desmistifica toda essa prepotência Humana de colocar-se em primeiro plano de tudo.
Condições: se o planeta Terra fosse um tanto mais longe ou um tanto mais perto do Sol, não existiria vida aqui. Fora da atmosfera terrestre, é impossível respirar. Não vivo sem água. Não vivo sem comida. Não vivo sem luz. E hoje em dia estão todos tão acomodados, que ninguém vive sem computador, telefone, celular, iPOD, etc, etc, etc.
Ontem acabou a luz aqui em casa. Tive que esperar voltar para que pudesse esquentar a comida no microondas. E sinceramente? Me senti um merda. Como é que pode? Eu não como porque não tem luz!
Ou seja, o mundo é o mundo e o homem é um ser que o habita. Acabou aí. E é isso que me faz sentir um merda. Um inexplorador por impossibilidades.
Estou preso pela camada de ozônio.
Quarta-feira, Julho 13
Céfalo-metrópole
Eu tenho uma cidade inteira dentro da minha cabeça. Uma céfalo-metrópole... Dos meus sonhos. São imagens que me aparecem quando durmo. Depois de quinze anos, há uma cidade inteira aqui dentro.
Elas são bem parecidas com Petrópolis. Como eu tenho esses sonhos desde pequeno, acho que elas são as minhas primeiras intuições sobre o ambiente onde me encontro.
Por exemplo: a casa da minha bisavó, a Av. Koeller, o Museu, etc. Totalmente modificados por minha imaginação.
Eu não sei o que é. E nunca vou saber. Mas isso explica algo que acontece com todo mundo e todos têm dúvidas sobre isso, e vou arrancar o mito agora: o dè-ja-vù (Acho que é assim que se escreve. Lê-se dejavi)
Como tem muita gente que não sabe o que é isso, vou explicar: é quando você tem a sensação de que já viveu a situação atual em outro momento da vida.
Elas são bem parecidas com Petrópolis. Como eu tenho esses sonhos desde pequeno, acho que elas são as minhas primeiras intuições sobre o ambiente onde me encontro.
Por exemplo: a casa da minha bisavó, a Av. Koeller, o Museu, etc. Totalmente modificados por minha imaginação.
Eu não sei o que é. E nunca vou saber. Mas isso explica algo que acontece com todo mundo e todos têm dúvidas sobre isso, e vou arrancar o mito agora: o dè-ja-vù (Acho que é assim que se escreve. Lê-se dejavi)
Como tem muita gente que não sabe o que é isso, vou explicar: é quando você tem a sensação de que já viveu a situação atual em outro momento da vida.
Daí as pessoas viajam: "Oh, porque isso é quando você viveu numa vida passada, e blá blá blá...". E sim, odeio quando as pessoas falam: "Isso te deixa mais forte...". Uma ova!
Eu tenho para mim que isso seja o acúmulo de imagens e/ou primeiras intenções que nosso cérebro capta de todos os lugares, filmes, fotos, livros, músicas, etc.
A gente vive rodeado de imagens. Uma hora terá de se fundir. É o que eu penso. Eu nunca estive nos lugares exatos da minha cidade, mas eu sei de onde vêm.
No fundo, um dè-ja-vù é apenas uma céfalo-metrópole.
Sábado, Julho 9
Universo paralelo
Ninguém gosta, já aconteceu com todo mundo, tem até comunidade no Orkut, mas... Desde que o mundo é mundo e que a chuva é chuva e que o homem é homem e inventou os guarda-chuvas, eles simplesmente desaparecem do nada. Amanda e Joice sabem do que eu estou falando, não sabem?
Eu não acreditava, achava conversa fiada. Só que eu não contava que isso fosse acontecer comigo. E aconteceu ontem. Mais precisamente, anteontem. Ou vem acontecendo, sei lá.
Okay! Eu não estava em condições muito normais. Poucas pessoas sabem dessas minhas condições... (E não vou citá-las aqui para não me encriminar, mas acho que deu para perceber quais são elas)
Eu não acreditava, achava conversa fiada. Só que eu não contava que isso fosse acontecer comigo. E aconteceu ontem. Mais precisamente, anteontem. Ou vem acontecendo, sei lá.
Okay! Eu não estava em condições muito normais. Poucas pessoas sabem dessas minhas condições... (E não vou citá-las aqui para não me encriminar, mas acho que deu para perceber quais são elas)
Diz a teoria (Odeio usar essa palavra, soa teórico demais) que os guarda-chuvas vão parar num Universo paralelo só deles. Segundo alguém, não sei quem, há a possibilidade de existir um Universo paralelo, realmente. Mas é claro que não cabe a mim discutir isso, muito menos acreditar que exista um só para os guarda-chuvas.
Até hoje não conheço uma pessoa que tenha encontrado seu guarda-chuva de volta. Ou seja: que some some, e ninguém sabe para onde vai. Mas em algum lugar do mundo (ou do Universo) tem que estar!
Vou pensar em alguma coisa. Ou então me render e acreditar no Universo paralelo. Só sei que quero meu guarda-chuva de volta.
Terça-feira, Julho 5
O óbvio
A maior parte das pessoas que eu conheço acredita que existe um destino traçado no qual todos nós iremos seguir. Eu acredito e não acredito, pois há muitas controvérsias. Muitas.
Por um lado, eu penso: um dia tudo o que tem para acontecer, já vai ter acontecido. E nesse dia, o destino já teria sido traçado. Tenho isso muito bem esclarecido na minha cabeça e temo que não consiga explicar aqui. Mas é quase como se fosse uma máquina do tempo.
E outra coisa: se existe um Deus, e sim, eu acredito em Deus... (Já parou para pensar que hoje em dia o número de ateus aumentou assustadoramente? Estamos perdidos...) ele deve saber, com toda a certeza, o destino de todas as pessoas. Contudo, no filme Todo Poderoso, Deus não pode afetar o livre arbítrio das pessoas (O que eu acho uma palhaçada, afinal de contas Deus é Deus).
Mas eu quero o meu livre arbítrio! Não gosto de pensar que sou manipulado! (E, por favor, não tomem isto como uma blasfêmia!) Quero tomar as minhas decisões.
Tenho isso muito bem esclarecido na minha cabeça e temo que não consiga explicar aqui. Mas eu sei os meus limites. Sei totalmente as minhas possibilidades de ação num certo momento. E creio que não há quem possa mudá-las. Eu acredito e não acredito. No final, deve ser tudo tão óbvio...
Domingo, Julho 3
O mínimo
O ser humano é tão simples e seu cérebro é tão complexo, que o que resta ao homem é filosofar sobre si mesmo. O homem, neste caso, sou eu. E a filosofia deste homem segue abaixo:
É fato que todos nós estamos ligados entre si porque moramos e convivemos num mesmo planeta. Donde se conclui que "tudo muda tudo no mundo" e esse meu texto estará mudando a vida da Marisa Monte, indiretamente, no futuro.
É fato que todos nós estamos ligados entre si porque moramos e convivemos num mesmo planeta. Donde se conclui que "tudo muda tudo no mundo" e esse meu texto estará mudando a vida da Marisa Monte, indiretamente, no futuro.
Porém o que mais me intriga em todo esse bafafá de idéias é o mínimo. Sim, o mínimo. Novamente me referindo a este mesmo texto que escrevo agora, se "tudo muda tudo no mundo", Marisa Monte poderá morrer amanhã se eu tingir essas letras de rosa ou poderá engravidar se eu as tingir de azul-bebê.
É impressionante como algo mínimo como a cor pode escandalizar o universo. No entanto, há uma segunda relação de idéias que limita as possibilidades de ocorrência dos fatos. Esta relação é o estudo das cores que, se não me engano, deve ser chamado de cromoterapia. Ou seja: alguém se dignou a estudar os efeitos causados pelas cores no complexo cérebro do simples ser humano.
Portanto, se vermelho causa raiva, as possibilidades de Marisa Monte ter um ataque de nervos enquanto lê meu texto são muito maiores do que se eu o escrevesse de verde. E assim, há uma séria de outras idéias relacionadas à isso.
É impressionante como algo mínimo como a cor pode escandalizar o universo. No entanto, há uma segunda relação de idéias que limita as possibilidades de ocorrência dos fatos. Esta relação é o estudo das cores que, se não me engano, deve ser chamado de cromoterapia. Ou seja: alguém se dignou a estudar os efeitos causados pelas cores no complexo cérebro do simples ser humano.
Portanto, se vermelho causa raiva, as possibilidades de Marisa Monte ter um ataque de nervos enquanto lê meu texto são muito maiores do que se eu o escrevesse de verde. E assim, há uma séria de outras idéias relacionadas à isso.
Creio eu que este seja o princípio da numerologia. Os efeitos que um número pode causar no complexo cérebro do simples ser humano são inúmeros. Porém, ninguém analisou a situação de trás para frente, o que quebra toda a teoria. Digamos que uma pessoa x reaja bem ao número 7 e uma pessoa y reja mal ao mesmo número. Como é que fica?
Daí teria de se criar um estudo individual sobre como cada determinada pessoa reaje a uma determinada cor ou número. E só assim eu me renderia e pararia de filosofar.
Mas quem sabe, um dia, eu poderia fazer um estudo sobre o complexo cérebro de um simples ser humano chamado Marisa Monte.
Daí teria de se criar um estudo individual sobre como cada determinada pessoa reaje a uma determinada cor ou número. E só assim eu me renderia e pararia de filosofar.
Mas quem sabe, um dia, eu poderia fazer um estudo sobre o complexo cérebro de um simples ser humano chamado Marisa Monte.

